segunda-feira, 17 de junho de 2013

Por R.U. e Moradia... se não avança a gente ocupa a rodovia!


No final de semana de 14 a 16 de junho, realizou-se um novo CEEUF (Conselho de Entidades Estudantis da UNESP e FATEC) no campus de Marília. Mais de 50 CA's, DA'S, Comissões de Moradias e Cursinhos estiveram presentes para debater os próximos passos da estadualização de nossa luta, além da presença salutar de companheiros da Universidade Estadual de Goiás (UEG) em greve e do Rio de Janeiro. O Conselho deu importantes passos no sentido da retomada do DCE Helenira Rezende como ferramenta de organização e luta, avançando na articulação das mobilizações estudantis no estado. Foram realizados também diversos balanços da greve da UNESP que nos levaram ao consenso de que a burocracia que nos é imposta pela Reitoria faz com que nossas negociações pouco avancem, com o objetivo claro de desgastar a organização e minar a força política dos estudantes. 
Frente a isso e diante de um momento em que diversas manifestações populares em todo o país representam uma ruptura da conjuntura de imobilismo das lutas econômicas e políticas de estudantes e trabalhadores, o Movimento Estudantil da UNESP retoma a confiança em suas próprias forças e se lança audaciosamente a outro patamar das lutas, apostando na ação direta como forma de reverter a nosso favor a correlação de forças na disputa entre os distintos projetos de universidade.
Na manhã do domingo (16/06), foi realizado um corte do entrocamento rodoviário entre a BR-153, a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros e a Rodovia Rachid Reyes como demonstração de qual será, a partir de agora, a maneira como os estudantes passarão a se enfrentar com a Reitoria e o Governo do Estado em defesa de nossas pautas.










UNESP EM LUTA!
TODO APOIO À GREVE GERAL DA UEG E ÀS LUTAS CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS E CONTRA OS MEGAEVENTOS EM DIVERSAS CIDADES DO PAÍS!
CONTRA A REPRESSÃO! LIBERDADE AOS NOSSOS PRESOS POLÍTICOS!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nota do Movimento Estudantil acerca da proposta de pagamento das bolsas

Em reunião no dia 12 de junho, a Direção da FFC apresentou ao Movimento Estudantil proposta para solucionar o impasse acerca do pagamento das bolsas BAAE I e II.
Essa proposta consiste em efetuar o pagamento das bolsas referentes aos meses de abril e maio em duas etapas, sendo a primeira o pagamento dos cadastros completos até o dia 22 de junho e a segunda, abertura de prazo de cadastramento de bolsistas que ainda não enviaram toda a documentação, entre os dias 25 e 30 de junho, para pagamento até 12 de julho. Como adendo, os estudantes presentes solicitaram a abertura de uma terceira etapa que contemplasse a demanda daqueles estudantes que não conseguirão arcar com os custos da regularização do cadastro (como o retorno a Marília e obtenção da documentação exigida).
Essa proposta tornou-se pública a partir de um comunicado oficial do Diretor, que acabou por gerar algumas distintas interpretações e nesse sentido compreendemos a necessidade de discutir com a base estudantil o real caráter da proposta feita ao Comando.
Foi alegado que essa terceira etapa só poderia se dar após a desocupação do prédio da Direção, pois seria este o elemento principal causador do não pagamento das bolsas.
Entendemos que esse argumento tem como objetivo causar uma cisão entre o conjunto dos estudantes, pois procura colocar os estudantes do primeiro ano (principal setor que seria contemplado por essa terceira etapa solicitada pelo Movimento) em situação de desconfiança com os métodos de luta deliberados pelo conjunto dos estudantes. Assediar um setor para voltá-lo contra sua própria categoria é tática comum entre os agentes da repressão, visando dividir e assim enfraquecer a luta dos oprimidos.
Salientamos que o não pagamento das bolsas não é determinado pela ocupação do prédio, pois os estudantes, desde o primeiro momento, se mostraram dispostos a possibilitar aos trabalhadores todas as condições de realizar suas funções de trabalho mais elementares à comunidade universitária. A real razão deste ataque é usar a fonte de renda dos estudantes como moeda de troca para coagir o movimento ao recuo.
O posicionamento dos estudantes deve ser definido coletivamente, por esse motivo chamamos a todos a comparecer e discutir a proposta em Assembleia Geral, hoje, às 19:30.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

PROGRAMAÇÃO DO CONSELHO DE ENTIDADES ESTUDANTIS DA UNESP/FATEC (CEEUF)

Dia 14/06 (Sexta-feira):
Credenciamento: das 12:00 às 14:00;
15:00 às 17:00 - Plenária Inicial
17:00 às 19:00 - Jantar
23:00 - SARAU;

Dia 15/06 (Sábado):
08:00 às 09:00 - Café da manhã;
09:00 às 10:00 - Debate: Estrutura de poder (Terceirização)
10:00 às 12:00 – GD (eixos: paridade, voto universal, assembleia estatuinte)
12:00 às 14:00 – Almoço 
17:00 às 18:00 – Café da tarde
18:00 às 19:00 – Debate: Organização estudantil
19:00 às 21:00 – GD (eixos: modelo, regimento do congresso)
21:00 – Jantar;

Dia 16/06 (Domingo):
08:00 às 09:00 - Café da manhã
12:00 às 14:00 - Almoço
14:00 às 18:00 - Plenária Final.

PROGRAMAÇÃO DO IV FÓRUM GERAL DE MORADIAS DA UNESP

Dia 14/06 (Sexta-feira):
Credenciamento: das 12:00 às 14:00
15:00 às 17:00 - Plenária Inicial
17:00 às 19:00 - Jantar
19:30 às 20:30 - Debate: Permanência Estudantil
20:30 às 22:30 – GD (eixos: processo seletivo, estatuto de moradias, políticas de permanência);

Dia 15/06 (Sábado):
08:00 às 09:00 - Café da manhã
12:00 às 14:00 – Almoço 
14:00 às 15:00 – Debate: PIMESP
15:00 às 17:00 – GD (eixos: cotas, ensino, pesquisa e extensão)
17:00 às 18:00 – Café da tarde
21:00 – Jantar;

Dia 16/06 (Domingo):
08:00 às 09:00 - Café da manhã
09:00 às 12:00 - Plenária Final
12:00 às 14:00 - Almoço de encerramento.

Vídeo-chamado para o CEEUF e IV Fórum de Moradias.

Preparem-se e compareçam todos ao Conselho de Entidades Estudantis da Unesp e ao IV Fórum de Moradias nos dias 14, 15 e 16 de Junho.
Contra a precarização, greve geral da educação!!!






sábado, 8 de junho de 2013

Moção de apoio à greve dos estudantes de psicologia da FC Unesp-Bauru


O comando de greve e ocupação da FFC Unesp-Marília se solidariza com os estudantes do curso de Psicologia da Unesp de Bauru que em Assembleia realizada no dia 07\06 deliberaram pela adesão à greve estudantil que movimenta um terço dos campi da Unesp. Entendemos que o movimento de adesão à greve decidido pela base estudantil e referendado pelo CAPSI - Gestão Stultífera Navis reforça a mobilização, os métodos e os objetivos de luta que o Movimento Estudantil da Unesp estabeleceu: iniciar os debates sobre as reivindicações levantadas pelo CEEUF, realizar assembleias de curso, paralizações e atividades de informação junto à base dos estudantes e, por fim, uma profunda avaliação sobre os avanços das negociações com a reitoria. Neste momento de efervescência da mobilização estudantil (detonado por uma justa e necessária luta por permanência estudantil, contra o PIMESP e por democracia dentro da universidade) oferecemos nossa unidade de luta, o compartilhamento de qualquer informação relevante no contexto da luta estudantil, a divulgação e o apoio nas atividades de greve a serem estabelecidas. Assim, nos comprometemos a atuarmos em conjunto na defesa tanto das reivindicações estaduais, quanto das necessidades específicas dos estudantes de psicologia, que vão desde ampliação do quadro de professores, extensão da biblioteca e do acervo dos livros de psicologia até melhorias na infraestrutura dos prédios do curso de psicologia.
Por último, reforçamos o convite para que o CAPSI e todos os estudantes interessados compareçam ao Conselho de Entidades Estudantis da Unesp\Fatec a ser realizado entre os dias 14, 15 e 16 de Junho em Marília para que juntos possamos descobrir nossas necessidades e ressurgir com a força do movimento estudantil em luta por uma universidade democrática, aberta e solidária a todos.

Para acabar com a precarização, GREVE GERAL da educação!
Unidos venceremos!


Comando de greve estudantil da FFC-Marília
08 de Junho de 2013
46º Dia de greve estudantil.


BOLETIM CONJUNTO
SINTUNESP – ADUNESP – CEEUF (08/06/2013)


Em longa negociação, reitoria e entidades discutem
os seis pontos da pauta conjunta

Entidades mantém indicativo de greve e remetem avaliação às assembleias
                                 

A negociação conjunta entre as entidades representativas (Sintunesp, Adunesp e Conselho de Entidades Estudantis Unesp/FATEC – CEEUF) e a reitoria da Unesp, na sexta-feira, 7/6, durou sete horas. Pela reitoria, estavam presentes o reitor Julio Cezar Durigan, os pró-reitores Laurence Duarte Colvara (Graduação) e Mariângela Spotti Lopes Fujita (Extensão Universitária), além de outros assessores. Pelo movimento, participaram 6 representantes do Sintunesp, 4 da Adunesp e 10 estudantes.
As entidades expuseram as razões que levaram à greve (naquele momento, servidores parados em 13 campi, estudantes em nove e professores em três, além de paralisações parciais dos três segmentos em vários outros campi) e detalharam os seis pontos que compõem a pauta conjunta.



A seguir, acompanhe os as discussões e encaminhamentos de cada ponto:

Permanência estudantil
Foi definida a criação de uma comissão permanente e paritária para estabelecer diretrizes e estratégias de padronização para a permanência estudantil (moradia, RU, bolsas etc).
No 11/6, uma comissão de 10 estudantes vai se reunir com a pró-reitora de Extensão Universitária para debater pontos emergenciais. “Há a possibilidade de fazermos remanejamento de recursos do PDI para atender reivindicações imediatas”, afirmou a professora Mariângela.
Também ficou definida uma reunião (ainda sem data) com a Assessoria Jurídica da Unesp para tratar do registro e regularização do DCE, bem como das sindicâncias contra estudantes.

Pimesp
Os representantes das entidades reafirmaram posição contrária ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), por considerá-lo excludente e absolutamente insuficiente. Os estudantes informaram que estão discutindo o assunto no âmbito do CEEUF e que apresentarão uma proposta alternativa ao Pimesp.
O reitor afirmou que o Conselho Universitário (CO) aprovou apenas que a Unesp fará a inclusão. “Como isso será feito ainda é uma questão em aberto”, disse. Segundo ele, há a disposição em prosseguir com as discussões sobre o assunto.

Paridade entre os três segmentos nos órgãos colegiados da Universidade
O reitor concordou em retirar da pauta da próxima reunião do CO, em 27/6, o tema da paridade. A reitoria indicará às unidades que façam ciclos de debates e que discutam o assunto nas congregações locais. Somente depois disso a questão voltará ao CO.

Reajuste salarial de 11% para servidores técnico-administrativos e docentes
Durigan reafirmou que o reajuste de 5,39% é o limite a que o Cruesp dispõe-se a chegar. No entanto, caso a arrecadação do ICMS seja positiva, há a possibilidade de nova negociação em setembro ou outubro. Neste caso, o compromisso do reitor da Unesp é defender junto aos outros reitores a concessão de um índice adicional no segundo semestre, que poderia chegar a 2%.
O reitor explicou que a reserva orçamentária da Unesp para 2013 (o que pode ser efetivamente gasto) é de R$ 200 milhões, mas que a reserva orçamentária (o que existe de fato) é de R$ 480 milhões. Para aumentar a margem de gasto, é preciso alterar a previsão orçamentária.

Isonomia de pisos e benefícios
Em relação à reivindicação de isonomia dos pisos dos servidores com os da USP, o reitor concordou em abrir a discussão. Serão feitas reuniões periódicas entre Sintunesp e reitoria para levantar os custos que a Universidade teria com a equiparação integral. Feito o levantamento, o reitor prometeu “empenho” para que a equiparação seja aplicada em três anos (2014/2016). Na primeira semana de julho, Sintunesp e reitoria terão uma negociação específica, onde será iniciada a discussão sobre a equiparação e tratados os demais pontos da pauta específica do segmento, inclusive a isonomia de benefícios.
Também acontecerá no início de julho uma negociação específica entre Adunesp e reitoria, para tratar da isonomia de salários e benefícios, SPPrev e avaliação docente.

Não à repressão aos movimentos sociais
            Este item ficou contemplado no primeiro ponto. As sindicâncias contra estudantes serão discutidas entre a comissão de estudantes e a AJ da Universidade.

Nova reunião conjunta
            Após realizadas as reuniões em separado, será agendada nova reunião conjunta entre as entidades e a reitoria, para avaliar o andamento das negociações.

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Indicativos às bases: Manutenção da greve e assembleias para avaliar a negociação até 12/6
                                        
Terminada a negociação com a reitoria, representantes das entidades reuniram-se para uma avaliação preliminar e definição de indicativos. A realização da negociação e a discussão exaustiva dos pontos foram considerados pontos positivos por todos, fruto da mobilização e da força da greve. Até então, não havia nenhuma abertura da reitoria para negociar as reivindicações do movimento.    
A orientação das entidades às bases é de manutenção da greve e realização de assembleias, até 12/6, para avaliar os resultados da negociação e apontar os próximos passos da luta.
Para 11/6, definido pelo Fórum das Seis como dia de paralisação e manifestações por universidade, a orientação do Sintunesp, Adunesp e CEEUF é de realização de atividades, atos e manifestações locais, nas unidades.
Na quinta-feira, dia 13/6, os três segmentos voltam a se reunir (logo após a reunião do Fórum das Seis) para avaliar os resultados das assembleias de base e definir novos indicativos.



SEM ORGANIZAÇÃO, NÃO TEM LUTA!
SEM LUTA, NÃO TEM CONQUISTA!